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Demanda por entregas cada vez mais rápidas é uma realidade que veio para ficar

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Novo perfil do consumidor brasileiro, impulsionado pelo grande crescimento do e-commerce no país, exige mais agilidade e transparência das entregas Brasil afora.

O impacto do ESG no ambiente empresarial e na atração de investimentos e mais cases inspiradores de mercado encerraram a segunda edição da Intermodal Xperience 2021

Chegou ao fim, nesta sexta-feira (3), a segunda edição do maior evento digital da América Latina para os setores logístico, de transporte de cargas e comércio exterior, a Intermodal Xperience 2021, após três dias de muitas atrações, negócios e aprendizados. Promovido pela Intermodal (a maior plataforma de negócios para estes mercados) e pela Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), o evento virtual proporcionou mais de 30 horas de conteúdos aos profissionais do setor ao longo de sua realização.

“Ao todo, foram 37 painéis exclusivos na programação, com a participação de players das mais diversas áreas destes segmentos - que tiveram a oportunidade de interagir com 66 palestrantes e dois keynote speakers, além de acompanharem a exibição, em primeira mão, de vários cases de sucesso do setor e de realizarem dois tours virtuais inéditos. Sem contar o acesso às Network Sessions, espaço orientado para o networking e para a geração de negócios. "Encerramos mais esta edição da Intermodal Xperience muito satisfeitos com o êxito do evento e já pensando na próxima”, exaltou o diretor do portfólio de infraestrutura da Informa Markets Brasil, organizadora da Intermodal, Hermano Pinto Jr.

Programação - Destaque do último bloco de conteúdos do evento virtual, o painel sobre o novo perfil do consumidor brasileiro, a omnicanalidade e a influência destes pontos na modelagem logística das organizações chamou a atenção dos participantes. Isso porque, um dos principais fatores abordados foi exatamente a mudança de comportamento da população com relação ao consumo e ao tipo de entregas que ela espera.

Foi o que disse o diretor sênior de logística do iFood, Marcel Alonso. “Muitas coisas mudaram em pouco tempo, tendo a pandemia como uma das principais aceleradoras de diversas dessas modificações no mercado. Uma delas foi a explosão do e-commerce e o setor logístico, que precisou se adaptar, mudando em alguns meses o que levaria anos. Hoje, a logística é novo marketing: com promessas de entregas cada vez mais rápidas. A experiência de comprar sem sair de casa e receber em pouco tempo é surreal e os clientes valorizam isso cada vez mais. Essa é uma realidade que veio para ficar e quem não entrar neste movimento vai acabar perdendo o jogo”.

O diretor executivo de logística do Magazine Luiza, Décio Sonohara, concordou. “O público está mais exigente quanto ao prazo de entrega e quanto ao produto que está comprando, ele pesquisa mais informações para saber o máximo possível sobre aquilo que está adquirindo. Não basta apenas entregar rapidamente, o mais importante, na verdade, é cumprir o que promete e entregar dentro do prazo, para então buscar reduzir cada vez mais esse tempo”.

O CEO da BBM Logística, André Prado, levantou outro ponto importante: os custos para realizar entregas rápidas. “Acredito que tem um trade-off claríssimo aqui. Cada dia mais o cliente quer o produto mais rápido, mas, quanto mais agilidade for posta na entrega, maiores serão os custos logísticos. Isso porque não é apenas o last mile, tem toda uma cadeia antes disso e quando se diminui o prazo dela, aumentam-se os gastos. Por outro lado, quando se tem mais demanda, o custo invariavelmente cai. Esse é o ponto que precisa ser equilibrado. Ao meu ver, estamos nessa fase de adaptação do mercado, de colocar o máximo de força na rede logística como um todo para que ela possa suprir as expectativas dos clientes”.

Quando o assunto é a omnicanalidade, Sonohara lembra da importância de oferecer soluções de qualidade em diferentes canais de interação com o cliente, de forma integrada. “Na Magalu nós nunca separamos o físico do digital, sempre mantivemos tudo integrado: o mesmo sistema de um é o de outro e o cliente físico encontra os mesmos produtos da loja no site e vice-versa. Além disso, para atender essa crescente demanda de entregas rápidas, nós não trabalhamos mais apenas com aquele modelo padrão, de que os produtos tenham que sair necessariamente de um centro de distribuição (CD’s), pois eles ficam normalmente fora das grandes cidades e levam mais tempo para chegar. Nós utilizamos nossas lojas como micro CD’s e a unidade mais próxima do cliente é a responsável pelo transporte e pela entrega. Isso faz com que o produto chegue mais rápido e com menos custo”.

Outra estratégia da rede é a de possibilitar que o próprio cliente retire a mercadoria na unidade mais próxima. “Isso também está funcionando muito para nós. O cliente compra no site e busca na loja física de sua preferência, se assim desejar, o que faz com que não tenha nenhum custo de entrega”, acrescentou o executivo da Magalu.

O diretor do iFood foi na mesma linha de raciocínio. “Esta é uma disrupção que está acontecendo no mercado: estar próximo do consumidor hoje, mais do que nunca, é um diferencial. As empresas que são apenas digitais e não têm um ponto físico de contato com o consumidor estão ficando para trás. É natural que o comportamento do consumidor vai mudar e ele se tornará cada dia mais digital na hora de efetuar suas compras, mas a experiência de ir à loja, de ver o produto pessoalmente, de tocá-lo antes de adquiri-lo, ainda será um diferencial para muitas pessoas. Essa integração entre os mundos físico e virtual é um movimento que vejo acontecendo no mercado nos próximos anos”.

O CEO da BBM Logística ressaltou que outro fator que vê como fundamental de acontecer é as empresas se prepararem para gerar visibilidade e transparência aos clientes. “Os consumidores querem saber onde seus produtos estão, querem acompanhá-lo passo a passo. Essa previsibilidade e antecipação de demandas é cada vez mais essencial. Quanto mais fizermos isso, mais otimização teremos. Basicamente, estamos fazendo hoje a logística do amanhã e naturalmente teremos que abrir mão de muitos conceitos que estão enraizados no setor há mais de 50 anos. E a solução para tudo isso é a digitalização e a busca contínua por melhores soluções”, completou.

O ESG na atração de investimentos - O interesse pelo conceito ESG (siglas do inglês para Environmental, Social and Corporate Governance ou, na tradução literal, Ambiental, Social e Governança Corporativa) nunca esteve tão em alta nos setores financeiro e empresarial. Isso porque as práticas ligadas ao ESG são, hoje, uma ferramenta de mitigação de riscos para os investidores na hora de escolher onde alocar o seu capital.  

Na palestra “O impacto do ESG no ambiente empresarial e na atração de investimentos”, o vice-presidente da GEF Capital Partners - gestora de private equity - Mário Mafud, apontou a evolução do movimento de investimento responsável, traçando uma linha entre o posicionamento de diferentes empresas gestoras de investimentos privados. Os conceitos adotados variam do "negative screening", em que são retiradas do portfólio de investimentos as companhias com práticas consideradas em detrimento à sociedade (como, por exemplo, de armas e cigarros), até o conceito de “valor compartilhado”, em que o foco de investimento são as companhias que possuem como parte do modelo de negócios a criação de um impacto positivo, social e ambiental. 

"Apesar de ser difícil de provar empiricamente, as estratégias de ESG são ferramentas muito boas para mitigar riscos e trazer retorno financeiro para investidores”, afirmou Mafud. Ele destacou também que há estudos que mostram uma correlação positiva entre as práticas ESG e a performance financeira da companhia, particularmente em países emergentes. “Em ambientes onde há mais instabilidades e incertezas, a relação é: mais ferramentas de ESG são iguais a maior retorno financeiro. Isso porque os riscos iminentes podem ser antecipados e o impacto financeiro atenuado”, disse.

Mafud atribuiu ao consumidor final a razão principal para a migração massiva de recursos de investidores para companhias que tenham práticas de ESG. “Nossa percepção é que o consumidor está liderando essa mudança, pois está cada vez mais consciente e preocupado com os valores da marca e com toda a jornada que o produto faz até chegar nas prateleiras”.

O executivo também listou algumas tendências de ESG e de negócios para o Brasil, relacionadas ao universo de investimentos. Entre elas estão: basear os instrumentos de dívidas na performance de ESG da companhia (o que pode gerar redução de taxas para aquelas que atingirem bons resultados); nos bancos (que estão tornando-se os principais emissores de ‘bonds’ baseados em ESG) e na compensação de executivos ligados ao cumprimento de metas. Mafud também aponta que as companhias brasileiras estão reagindo à perda de prestígio que o país enfrenta, em relação ao meio ambiente, e pressionando o Governo Federal por políticas ambientais mais efetivas para crises como o  desmatamento da Amazônia.

Outra tendência citada pelo executivo é a certificação B-Corp, que atesta as empresas que possuem e respeitam os mais altos padrões de desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade legal, balanceando seus objetivos e lucros. Entre as marcas que possuem o B-Corp estão a GEF Capital Partners, a Natura, a Reserva, a Mãe Terra, a Agrotools, a Movida e a Universidade Anhembi Morumbi. 

Inspiração - Encerrando a programação de conteúdos exclusivos da Intermodal Xperience 2021, mais cases de sucesso entusiasmaram os participantes do evento digital. Como o apresentado pelo gerente de desenvolvimento de negócios da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Filipe Peixoto, sobre o desenvolvimento de novos caminhos para os portos do Rio.

Logo depois, foi a vez do diretor executivo de supply chain da Via (antiga Via Varejo, dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio), Fernando Gasparini, destacar o que a companhia tem feito para realizar a gestão da ociosidade na logística. Mais tarde, o diretor de estratégia de operações e de produtividade Latam da PepsiCo, Eduardo Sacchi, evidenciou as iniciativas adotadas pela empresa para propiciar a otimização da cadeia logística da marca.

Na sequência, o diretor executivo de supply chain do Grupo Pão de Açúcar, Marcelo Arantes, ressaltou o programa de entrega rápida da companhia, o Super Express, que proporciona as entregas em até 15 minutos. Por fim, o diretor de logística e supply chain das Lojas Renner, Pedro Pereira, salientou as estratégias escolhidas para transformar a logística da marca, com o intuito de construir um ecossistema de moda e lifestyle.

Para saber mais, acesse - https://bit.ly/CC--Xperience-2021

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