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Novo cenário de comércio exterior brasileiro pauta o primeiro bloco de conteúdos do Intermodal Xperience 2021

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Abertura do evento digital contou também com debate sobre os benefícios das logtechs para garantir mais agilidade, eficiência e redução de custos à logística

Teve início, nesta quarta-feira (1º), o maior evento digital da América Latina dedicado à logística, à intralogística, ao transporte de cargas e ao comércio exterior: o Intermodal Xperience 2021. Promovido pela Intermodal (plataforma de negócios completa para estes mercados) e pela Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), o evento chega à segunda edição na versão virtual e será realizado até sexta-feira (3), sempre das 9 às 19 horas.

Na cerimônia de abertura, o diretor do portfólio de infraestrutura da Informa Markets Brasil, organizadora da Intermodal, Hermano Pinto Jr, exaltou a realização de mais uma edição do evento digital. “Estamos muito felizes em lançar mais esta edição, com todo o potencial que ela trará. Serão três dias de muito conteúdo, com mais de 22 horas de programação, sempre com o objetivo de promover um intenso debate entre todos os segmentos e profissionais do mercado. Incluindo a exibição de diversos cases de sucesso ao longo de todo o evento, atendendo a pedidos do setor”.

O executivo destacou também as oportunidades de negócios e de relacionamento que o evento oferece. “Proporcionaremos muito relacionamento entre as mais de 150 marcas que estão aqui conosco. Assim como para nossos visitantes, que podem acessar um espaço exclusivo para o networking e para a exposição virtual de produtos e serviços, o Network Sessions. Enfim, estamos trazendo muitas novidades e novas possibilidades aos players do setor e a todos aqueles que buscam soluções logísticas de qualidade”.

Para o presidente da Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), Pedro Moreira, é fantástico propiciar uma programação em que todos os temas estejam tão bem conectados, integrando conteúdo, networking e negócios. “É por meio de agendas e discussões como essas que queremos mostrar ao setor que é possível encontrarmos soluções aos desafios e gargalos diários que enfrentamos. Por isso, tivemos o cuidado de incluir temas atuais e importantes em nossa grade de programação, como o last mile, a omnicanalidade, a logística 4.0, o ESG (Environmental, Social and Governance) e a sustentabilidade em geral”, acrescentou.

O diretor da Informa Markets concluiu: “em março do próximo ano nosso evento híbrido acontecerá no São Paulo Expo, com a integração ao digital, o que nos permitirá atingir ainda mais pessoas, em diferentes regiões do país e do mundo, e em diferentes horários. Sem contar que haverá maior possibilidade de interação entre os participantes: os visitantes físicos terão acessos aos virtuais e vice-versa”.

Programação - Para abrir a programação de conteúdo do evento, o assunto escolhido foi os avanços obtidos com as medidas implementadas de modernização e desburocratização do comércio exterior brasileiro, por meio da iniciativa do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). De acordo com as projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Portal Único tem o potencial de gerar ganhos na ordem de 52 bilhões de dólares na exportação do Brasil em 25 anos, considerando o período entre 2014 -  ano em que foi iniciada a implantação do programa - e 2040. 

O gerente do Programa Portal Único de Comércio Exterior da Receita Federal, Alexandre da Rocha Zambrano, destacou que, da mesma forma como aconteceu com as exportações, as operações de importação do país estão em vias de serem totalmente migradas para o Siscomex. “Os números da CNI mostram que, para as exportações, o Siscomex reduziu o tempo gasto com burocracia alfandegária e aduaneira em 2020. Nas operações no modal marítimo, a redução no transit time foi de 13 para cinco dias. Nas importações, o funcionamento do portal ainda é parcial, mas já registrou ganho de tempo nas operações, de 17 para nove dias”.    

Essa aceleração dos processos de exportação trouxe um impacto econômico para os custos das empresas. Em 2014, eles representavam 13,04% do valor das mercadorias exportadas por via marítima; em 2020, o percentual caiu para 4,03%. Nas importações feitas pelo mar, o custo recuou de 14,20% para 7,10%. “Esses números mostram o impacto desta reformulação do comércio exterior brasileiro, que gera redução de custos, agilidade e previsibilidade, simplificando o cumprimento das obrigações e garantindo mais segurança às nossas fronteiras, além de competitividade dos produtos nacionais", avaliou Zambrano. 

Ele explicou que, entre os próximos passos no cronograma de entregas do Siscomex, está a implementação do novo Sistema de Controle de Carga e Trânsito de Importação no modal aéreo, que irá substituir o sistema Mantra (há mais de 27 anos no ar), com o objetivo de aumentar a eficiência do processo. “A previsão é reduzir em 90% as intervenções manuais no fluxo físico e em 80% o tempo médio de liberação da carga aérea na importação, com a meta final de apenas um dia para liberar a carga. A expectativa é dobrar o fluxo de cargas por esse modal nos próximos dois anos a partir dessa implementação, que tem início no primeiro trimestre do ano que vem”, complementou. 

Também presente nesta primeira palestra do Intermodal Xperience, a subsecretária de Facilitação de Comércio Exterior e Internacionalização (SECEX) do Ministério da Economia, Glenda Lustosa, ressaltou o plano de trabalho do Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac), que foi restabelecido por meio de decreto em maio de 2020. As ações do comitê têm como objetivo facilitar e desburocratizar as operações de exportação e importação do país. 

Glenda avaliou a importância dos avanços junto aos órgãos anuentes para a integração ao portal Siscomex. “O Ministério da Agricultura (MAPA) está em vias de publicar um normativo para a adesão ao novo Processo de Importação, que irá permitir o uso da Declaração Única de Importação (DUIMP) ao invés da Declaração de Importação (DI). Com a DUIMP, será possível usar o módulo Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO), que é mais simplificado e eficiente”, afirmou a subsecretária, que acrescentou: “com a LPCO, as licenças poderão ser mais abrangentes por meio da DUIMP. Isso significa que uma única licença pode abarcar um período de prazo ou uma quantidade de produtos que serão determinados pelo órgão anuente”. 

A subsecretária também destacou uma novidade anunciada no mês passado: a participação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) no Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (Programa OEA), por meio do módulo complementar do OEA-Integrado. Entre os benefícios com isso estão a simplificação do processo de licenciamento, a menor incidência de seleção para conferência e a prioridade de análise. “Esperamos incentivar outros órgãos anuentes relevantes, como a Anvisa, o MAPA e o Inmetro, a consolidar a adesão ao OEA-Integrado”, concluiu.  

Como minimizar custos diante deste novo cenário de Comércio Exterior (Comex) - O debate sobre os benefícios do novo cenário de comércio exterior brasileiro continuou logo depois, na palestra da Thomson Reuters Brasil, que apontou os caminhos para as empresas do setor tornarem-se mais competitivas diante das atualizações e modificações que o Comex nacional vem recebendo. 

Para o gerente de produto da Thomson, Roberto Feitosa, o setor vem passando por uma reformulação total, com o Governo Federal trabalhando fortemente na modernização da área, com o intuito de reduzir os custos relacionados a ela. “Primeiro foi a criação do Portal Único de Comércio Exterior, depois a redução dos prazos de exportação com a DUE (Declaração Única de Exportação), agora os processos de importação seguem na mesma direção com a DUIMP, entre outras iniciativas. Temos que ver este movimento não apenas como uma mudança sistêmica, mas também como a criação de novas oportunidades às empresas do país”, pontuou.

O também gerente de produto da companhia, Rodrigo Diaz, ressaltou três pilares que considera fundamentais para as empresas brasileiras alcançarem, não apenas a redução de custos, mas a máxima eficiência operacional. São eles: o compliance, a conectividade e a automação. “Todos eles, quando bem executados, refletem em uma operação mais rápida e eficaz”, comentou.

Segundo ele, garantir o compliance dos processos é primordial para evitar atrasos, multas e custos adicionais, e, assim, zelar por uma operação de comércio exterior eficiente. “Outro ponto é a conectividade. Recursos de conectividade, que diminuam a distância entre a área de Comex e seus parceiros de negócios, estimulam a comunicação, aceleram a tomada de decisão e reduzem riscos nas operações”, realçou. “O último ponto é a automação de processos. Com ela, é possível eliminar tarefas repetitivas, liberar recursos para execução de atividades estratégicas e garantir a segurança das informações. Tudo isso é essencial para assegurar mais eficiência e menos custos às operações”, completou.

Tecnologia - Destaque deste primeiro bloco de debates também foi o painel “Como as logtechs podem gerar ainda mais eficiência, produtividade e redução de custos nas operações logísticas?”. Para o CEO da CargOn, Denny Mews, o segredo está na integração de toda a cadeia do setor. “Não importa se estamos no last mile, no first mile ou no desembaraço aduaneiro, temos que integrar a cadeia como um todo - tanto parceiros quanto concorrentes, para o benefício do cliente final. Ele é que tem que perceber o valor da operação. Esse é o foco da Logística 4.0. Nós não conseguiremos ter uma logística totalmente eficiente sem a conexão de todos os elos da cadeia”, salientou.

Para o cofundador da The 4th Consultoria Operacional, Antonio Grandini, as logtechs são fundamentais para trazerem novas soluções e tecnologias ao mercado, mas não apenas para isso. “Elas têm um outro papel muito importante: ajudar as empresas mais tradicionais a realizarem suas respectivas transições para o mundo digital. Aliás, a pergunta que temos que fazer não é se as empresas migrarão para o virtual, mas de que forma isso será feito”, disse.

O diretor de desenvolvimento de negócios da Multilog, Alexandre Heitmann, realçou: “a logística precisa demais do complemento da tecnologia para preencher as lacunas ainda existentes no setor, que não são poucas”. Já o diretor presidente da Coopercarga, Osni Roman, concluiu: “não há dúvidas que a tecnologia e a inovação são essenciais para os negócios, mas acredito também que temos que enxergar além das nossas operações e olhar para os benefícios que elas proporcionam para a sociedade”. A mediação do painel ficou por conta da diretora executiva da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), Marcella Cunha.

Para saber mais, acesse - https://bit.ly/CC--Xperience-2021

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